Emagrecimento médico em Curitiba passa a seguir a diretriz da Abeso de 2026, que trata obesidade como doença crônica

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A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) publicou em 2026 a Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade, que descreve a obesidade como "doença crônica, multifatorial e recidivante, não apenas um marcador antropométrico".

A frase foi registrada pela Redação Afya em reportagem de 7 de abril de 2026 sobre o que muda com a diretriz.

Na prática, ela tira o emagrecimento médico do lugar de dieta com receita e coloca no lugar de tratamento com critério de entrada, meta e acompanhamento.

O tamanho do problema aparece no Vigitel, o inquérito telefônico do Ministério da Saúde nas capitais: a obesidade entre adultos foi de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024, segundo o relatório Vigitel Brasil 2006-2024.

Entre as mulheres, o mesmo relatório mostra 26,7% em 2024, com aumento médio de 1,05 ponto percentual por ano desde 2019.

Quem tem indicação

A diretriz de 2026, de acordo com a Redação Afya, recomenda tratamento medicamentoso a partir de IMC 30, ou a partir de IMC 27 quando há complicações relacionadas à adiposidade.

O IMC é o peso dividido pela altura multiplicada por ela mesma, e a conta cabe numa calculadora de celular.

Uma mulher de 1,65 m e 82 kg faz 82 dividido por 2,72, que dá 30,1, e entra no primeiro critério.

A mesma mulher com 74 kg faz 74 dividido por 2,72, que dá 27,2, e entra no segundo critério apenas se tiver alguma complicação associada ao excesso de gordura.

A diretriz também admite, segundo a mesma reportagem, considerar o tratamento fora desses cortes "quando há adiposidade central aumentada e complicações clínicas", o que traz a medida da cintura para dentro da decisão.

Quem fez a conta e ficou perto de algum desses números pode ver como funciona a avaliação na Natuá.

A meta de 10% na balança

A diretriz define como alvo razoável, para a maioria dos pacientes, uma perda de peso de 10% ou mais, conforme a Redação Afya.

Para uma pessoa de 90 kg, 10% são 9 kg, e o alvo fica em 81 kg ou menos.

Para uma pessoa de 120 kg, os mesmos 10% são 12 kg, e o alvo fica em 108 kg ou menos, um número ainda alto na balança e já relevante para a saúde, segundo a lógica da diretriz.

O documento reforça a "manutenção em longo prazo, reconhecendo a natureza crônica da doença", o que muda a pergunta de quem procura uma clínica.

A pergunta deixa de ser quantos quilos dá para perder em 30 dias e passa a ser como manter o peso perdido no segundo e no terceiro ano.

O que medir além do peso

A balança mede o corpo inteiro de uma vez, e a diretriz de 2026 pede atenção ao que sai junto com a gordura.

A reportagem do Portal Afya de 13 de dezembro de 2025 cita, para idosos e pessoas com risco de sarcopenia, a "avaliação sistemática e integração de treinamento de força e adequada ingestão proteica" para "mitigar perdas de massa magra e preservar a funcionalidade durante a perda ponderal".

A Redação Afya acrescenta o "rastreio sistemático de sarcopenia em idosos ou pacientes de risco", que é a perda de massa e de força muscular.

A cintura entra como um dado à parte, e a régua mais simples, segundo as diretrizes da Abeso de 2016, é manter a medida abaixo da metade da altura, explicada em como medir a cintura em casa.

Um tratamento que acompanha só a balança deixa de fora o que a diretriz pede para quem tem risco de perder músculo: força, proteína e rastreio de sarcopenia.

A diretriz trata de remédio para obesidade, e ela não indica medicamento para quem tem IMC de 24 sem complicação e quer perder 3 kg antes de uma viagem.

Nesse caso, a conversa médica existe, mas o caminho descrito pela Abeso não é o de tratamento farmacológico.

A diretriz também não substitui a avaliação individual, e a escolha de qualquer medicação, dose e tempo de uso é do médico que acompanha o caso.

Onde fica a Natuá em Curitiba

A Natuá MedSpa fica na Avenida Paraná, 286, no Cabral, CEP 80035-130, e o tratamento é conduzido pelo Dr. Luciano Alves Neves, CRM/PR 45049.

A clínica soma mais de 2.500 pacientes atendidos e nota 5,0 nas avaliações do Google, e o processo começa por entender o corpo de cada pessoa antes de propor qualquer conduta.

Os valores da consulta estão publicados na página da clínica, de R$ 650 a R$ 1.200, e quem quer saber se tem indicação de tratamento pode agendar a avaliação.

Veja como funciona a avaliação de emagrecimento em Curitiba